domingo, 11 de outubro de 2020
Tempo esguio
domingo, 9 de dezembro de 2018
O desafio de Truman
Em face aos problemas que enfrento, de um desejo sangrento por saber, me parece próprio e bem oportuno denotar o quão contraditório é que busquemos hoje em dia pela real sabedoria. Isso porque a própria filosofia, como negação de si mesma, atua como força oriunda unicamente do ser.
Nessa onda de "hei de ser resistência", resistente mesmo é quem persevera na busca constante pela verdade.
Pois que, apesar da vontade, o Deus mercado diz que não, e quando não, esse que hoje rege a vida de 99% dos seres "pensantes", o tempo, as estruturas, a burocracia, os prazos, os erros e mesmo os acertos dizem não, de modo que "a filosofia torna-se um saber rarefeito que não convém ao nosso tempo."
Nessas horas procuro lembrar de Frederico. Amigo meu, muito eloquente que de vez em quando me vem à mente dizendo que, se eu apenas reagir, serei engolido pelo sistema. Sistema esse que é "todo armado para reprodução da tristeza."
A chave não é REagir, mas agir, tal como disse Frederico. "Promover a potência e ser a solução pelo valor artístico" ou pela vivissecção de tudo que foi dito como verdade e nunca posto à prova. Só assim a lâmina da verdade alcança a rigidez do diamante. Só assim se trespassa o mercado, o tempo, as estruturas, a moral, a burocracia, os prazos, os erros e acertos com um golpe único e letal. Só assim se cortam as cordas que amarram os membros de Truman e lhe é conferida a verdadeira liberdade.
Por Júlio César
Vivisseccao.blogspot.com
domingo, 18 de novembro de 2018
Temporalidade do inferno
Temporalidade do inferno.
Tal definição, ouvi certa vez de um amigo, que a mente aflige ao corpo o maior castigo, quando da recusa de parar de pensar.
Da definição, não sabia, mas
a agonia de cansado, teimar em desligar, constantemente me deparo.
Inclusive, neste momento, transformo o desalento em demasia, de contar carneiros, busco amparo em primeiras aparas, desatinos desse texto sem sono.
A mente é máquina que mente ao próprio corpo, quando diz para si mesmo que o músculo é que tem força.
O suborno do movimento faz parecer que por algum motivo estar ativo é se mexer.
Haha, delírio, de quem não sabe do martírio de ir ao Japão e voltar sem sair do lugar.
Paro, repito: "agora eu durmo!"
Pobre ignorante, animal noturno, o cérebro é senhor de si.
Sentenças taciturnas de textos misturam-se às confabulações que configuram-se quase reais, não fosse estarem presas apenas em uma mente quase lisérgica.
Disse que ia parar cinco minutos atrás. E aqui estou, dedilhando enquanto assimilo o recorrente sibilo de sequências de palavras que, senão de forma voluntária, fluem aleatórias como quem diz: "eu durmo é porra!"
Na umbra, tateio à toa até encontrar o celular. Quatro e cinquenta! Puta merda, agora é sério! Ou eu paro agora ou não durmo mais! Ameaço a mim mesmo, como se mandasse em alguma coisa na porra desse sistema nervoso central, queria que ele tivesse um rotor lateral, assim pelo menos o filha da puta do Djalma podia dar um jeito de desligar.
O relógio desperta. O som como um zunido infernal corta a linha de raciocínio. E o sono, o qual eu tanto procurei?
Escafedeu-se!
Por Júlio César
vivisseccao.blogspot.com
domingo, 19 de agosto de 2018
Releituras (a)gosto: O plano
Antes
Durante
Depois
São planos
O antes que já foi
O durante que já passa
O depois que nunca vem
Até que renasça
Como antes também
Planos são fumaças
Que fogo não tem
Por Jayme Mathias
domingo, 22 de outubro de 2017
Sem freio.
domingo, 8 de outubro de 2017
O Plano
Antes
Durante
Depois
São planos
O antes que já foi
O durante que já passa
O depois que nunca vem
Até que renasça
Como antes também
Planos são fumaças
Que fogo não tem
Por Jayme Mathias