Mostrando postagens com marcador novo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador novo. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de outubro de 2020

É o novo!

Um segredo:
o
novo...
repete 

A Repetição virtude?
Repetir 
repetição.

Abecedário da vida,
aprender um modo outro: 
possível.

Como não? 

«Colocar em movimento a matéria pensamento!» 
Deleuze

Escutar gente besta, 
viver a vida besta é
aprender algo para não sê-lo!

Devagar e constante até que algo «velocita»
é um porvir.

Encontro necessário: 
filosofia
atraso, 
retardo, 
latência 
do pensamento
e ...
PLIM: o novo abre fissuras!

Jayme Mathias Netto 

domingo, 1 de outubro de 2017

Uma sombra que não é minha

As crianças são seres extraordinários, sempre nos despertam para o novo. Recentemente me deparei com um vídeo em que uma garotinha se espantava com sua própria sombra. O espanto socrático nunca foi levado tão a sério como por essas criaturas. Tal fato nos revela como o espanto não se limita àquilo que nos é externo, ele também se produz com tudo o que é projetado por nosso corpo. Parece que as coisas que emanam de nosso corpo não são produto de nossa consciência, daí o espanto. Na verdade não podemos nos surpreender com aquilo que nos pertence, que temos o controle de criação. Nos espantamos sim (!), com o desconhecido, com o fabuloso ou o estranho.
A criança se espanta com o novo. O que ela admira não é a última novidade em modelo de celular, antes é a existência do aparelho de comunicação a distância, é a invenção do “celular” e não o seu tipo ou marca. O que ela produz brincando não lhe espanta, mas ela traz para dentro de seu jogo todos os objetos de sua admiração.
Para surgir o espanto faz-se necessário a distância. Enquanto escrevo esse texto ele é coisa minha, outras vezes não. Com a distância temporal nos espantamos com aquilo que produzimos, ela se torna algo alheio, pertencente ao mundo, detentor de vida própria. O espanto é o reconhecimento do Ser que não está em nós, é o vislumbramento da superioridade da vida que não nos pertence, é o despertar de todas as coisas em sua magnitude. A criança se espanta com a vida do Ser.

Paulo Victor Albuquerque
vivisseccao.blogspot.com